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O que é gestão de marca e por que ela importa para negócios em crescimento?

PPedro Zanin
5 min de leitura
O que é gestão de marca e por que ela importa no crescimento

O que é gestão de marca e por que ela importa para negócios em crescimento?

Gestão de marca é o trabalho contínuo de decidir, mês a mês, o que a marca vai priorizar, como ela vai aparecer em cada ponto de contato e quem cuida de cada decisão. Ela importa mais quando o negócio cresce, porque é nessa fase que as decisões se multiplicam e começam a ser tomadas por pessoas diferentes, com critérios diferentes.

O que é gestão de marca, em uma definição simples?

Um projeto de marca responde à pergunta "quem somos?". A gestão de marca responde à pergunta seguinte, que se repete toda semana: "o que fazemos agora, e isso é a nossa marca?".

Na prática, ela reúne três atividades:

  • Entender o negócio: acompanhar o que muda no público, na concorrência e na operação.
  • Conduzir a marca: traduzir o posicionamento em escolhas concretas de conteúdo, imagem, voz e experiência.
  • Direcionar as demandas: organizar o que precisa ser feito, em que ordem e por quem.

É um ritmo, e não uma entrega. Por isso a gestão de marca tem calendário, prioridades e indicadores, como qualquer outra área de gestão.

Por que isso importa para um negócio de experiência?

Há uma evidência antiga e muito citada sobre o efeito do tempo na construção de marca. Em 2013, os pesquisadores Les Binet e Peter Field publicaram pelo IPA, o instituto britânico de profissionais de publicidade, o estudo The Long and the Short of It. A conclusão mais conhecida é que o equilíbrio mais eficaz de investimento ficava em torno de 60% para construção de marca e 40% para ações de venda imediata. Um estudo de continuação, de 2018, chegou a uma proporção muito parecida, 62 para 38, e registrou outro dado: à medida que as campanhas de curto prazo ganhavam espaço, a eficácia medida nos casos analisados caía.

O estudo foi feito com campanhas publicitárias, e não com hotéis ou restaurantes. Mas a lição atravessa a categoria: marca é o que se acumula com o tempo, e o curto prazo, sozinho, consome esse acúmulo sem repor.

Em um negócio de experiência, esse acúmulo acontece em muitos lugares ao mesmo tempo. Na foto de um prato, na mensagem de confirmação de reserva, no tom do recepcionista, no objeto que o hóspede leva para casa. Sem gestão, cada um desses pontos evolui sozinho, e a marca passa a dizer coisas diferentes em cada canal.

Gestão de marca e gestão de redes sociais são a mesma coisa?

São coisas que se encontram, mas têm escopos diferentes. A gestão de redes cuida de um canal: calendário, produção, publicação e resposta. A gestão de marca decide o que esse canal precisa comunicar e como ele conversa com todos os outros pontos de contato, inclusive os que não são digitais.

Um exemplo concreto. Um restaurante decide lançar um menu de inverno. A gestão de redes pensa nos posts do lançamento. A gestão de marca pergunta antes: esse menu reforça o que a casa quer ser conhecida por fazer? Como ele aparece no cardápio impresso, na fala do garçom, no e-mail para clientes antigos? O que entra no Instagram é só uma das respostas.

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Sinais de que o seu negócio precisa de gestão de marca

  • O crescimento trouxe mais canais do que critérios. Site, redes, WhatsApp, plataformas de reserva, imprensa. Cada um ganhou um responsável, e nenhum deles responde pela marca inteira.
  • As decisões de marca chegam como urgência. O post da semana, a arte do evento, a resposta à avaliação ruim. Tudo é resolvido na hora, sem uma direção que oriente.
  • A marca é forte no espaço e difusa fora dele. Quem visita entende a proposta. Quem só vê o perfil ou o site recebe uma ideia vaga.
  • O dono é o único guardião. A marca funciona quando ele está por perto e se dilui quando ele se afasta.
  • Ninguém sabe dizer o que mudou no último trimestre. Não há indicadores de marca, só a sensação de que algo melhorou ou piorou.

Por onde começar

O caminho que recomendamos começa por três passos simples, antes de qualquer contratação.

1. Escrever o que a marca precisa sustentar. Em poucas linhas, o que faz o cliente escolher e voltar. Esse texto vira o critério de todas as decisões seguintes.

2. Listar os pontos de contato e quem cuida de cada um. A lista costuma ser maior do que se imagina, e quase sempre revela pontos sem responsável.

3. Definir um ritmo. Uma conversa mensal para olhar o que foi feito, o que os clientes disseram e o que entra como prioridade no próximo mês. É esse ritmo que transforma posicionamento em direção.

Vale uma ressalva: operação, equipe, produto e preço continuam sendo decisões do negócio. A gestão de marca dá o critério para que essas decisões preservem o que a marca é. Para entender por que esse trabalho continua depois do projeto de identidade, vale ler também o nosso texto sobre branding depois do brandbook.

Uma pergunta para levar

Se hoje você tivesse que listar as cinco decisões de marca mais importantes do próximo mês, saberia quais são e quem vai tomá-las?

Na Casa Flora, a gestão de marca é o centro do nosso trabalho: entendemos o negócio, conduzimos a marca e organizamos as demandas por trás da comunicação, com acompanhamento mensal. Se essa pergunta ficou sem resposta, vale uma conversa.

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